Fraldas e viagens

Essa é para mamães com bebês que usam fraldas.

Nossa primeira viagem com a filhota foi para a Itália, Roma.

Uma coisa que me chamou bastante a atenção foi que dobraram o número de fraldas usadas por dia.

Eu fiquei aflita, havia feito um cálculo da quantidade de fraldas e morria de medo de experimentar uma nova marca, já que minha filha tinha alergia a algumas marcas.

Este fenômeno me pegou de surpresa. Não sei porque isso acontece e se acontece com todas as crianças, mas não custa compartilhar com vocês este pormenor. rsssss

A grande verdade é que foi bem libertador. A qualidade das fraldas mais baratas da Europa equivale às nossas ‘TOPS”. Então valeu. rsssss.

P.S. Usamos fraldas Dodot. Eu sei que parece propaganda, mas a qualidade da fralda e o preço que ela custa fazem a gente se sentir meio idiota pagando tão caro por fraldas aqui no Brasil. 

Portinari no Memorial da América Latina

Essa é para quem vive em São Paulo ou está de passagem.

Até 21 de abril de 2012 vão estar no Memorial da América Latina Guerra e Pazos dois maiores murais que Portinari pintou. Oportunidade única para ver, já que eles ficam em local nobre, de acesso restrito aos delegados das nações, no hall de entrada da assembléia geral da ONU. Nem mesmo em visita guiada pela ONU o visitante tem acesso.

Veja o site do projeto Guerra e Paz, entenda a história e não perca!!!

Lisboa

Lisboa… Para mim, paixão antiga. Quando visitei pela primeira vez, em 1997, logo que desci do táxi que me levou do aeroporto ao centro, fui tomada por um suspiro e por um pequeno pensamento: “Gostaria muito de morar aqui”. Hoje, alguns bons anos depois, aqui estou.

Se Lisboa mudou de lá para cá? Sim. Ganhou um ar antenado, por conta de uma nova geração que vive na zona do Euro, ganhou a modernidade do Parque das Nações, construído para abrigar a Expo e ainda por diversos detalhes… Mas todos esses avanços andam junto com aquilo que me fez amar Lisboa desde a primeira vista. Trata-se de uma cidade pequena, calma, segura, onde parece que se vive um conto de fadas…Leia mais

A Casa da Mariquinhas – Fado Vadio


Assim que chegamos em Lisboa, perguntamos para o taxista: onde um lisboeta vê um fado?

Empolgado, o taxista falou: Tens de ir a um fado vadio.

Mas como é? Onde tem? Onde é bom? Existem tantas casas de fado em Lisboa.

Ele respondeu: em qualquer lugar.

Isso ficou na minha cabeça. Procurei na internet e o que sempre aparecia eram casas de fado mais tradicionais, que recebem os turistas. Isso eu não queria. Não é preconceito, não. É que eu queria outra coisa, queria me afundar em algo que fosse mais próximo da raiz. Mas onde conseguir uma indicação de um lugar como esse? Perguntando para alguns portugueses, percebi que o fado não está em todos e que muitos consideram fado “tudo igual”. E me surpreendeu uma senhora que mora na Alfama (bairro tradicional de casas de fado) nem saber o que era o Museu do Fado.

Não sou Suíça, venho do Brasil. Para mim, se fazia necessario ver um fado de português para português. Tentar estar mais próxima daqueles que outrora atravessaram o Atlântico em direção ao Brasil.

Digo desde já: fado, seja vadio ou não, começa tarde.

Ficamos muito tempo da nossa estadia tentando conciliar a ida ao fado com a vida da nossa filhota. Queríamos ir juntos ao fado.

Outro ponto era que não queríamos arriscar, queríamos uma indicação.

Entre dúvidas e medo de errar, passaram-se 8 meses, mas com o anúncio do fado como patrimônio imaterial da humanidade pela UNESCO, me empolguei e decidi arriscar.

Fui levada por três amigas (que foram por indicação de uma outra) a um lugar que beira o cenário de algum filme entre Almodovar e Lynch. Saímos do centro em direção a Alcântara/ Prazeres.

Chegamos a uma praça onde só se via uma casa, com uma placa iluminada, onde se lia Casa da Mariquinhas. Era lá o fado, era lá o tal “fado vadio” que eu ia conhecer.

Entramos. Pequeno… seis mesas apertadas, muitos quadrinhos de fotos nas paredes… falta de espaço… fotos de gente do fado, como se todos devessem caber ali dentro. O ambiente era claro e agradável, mas eu ainda não sabia onde tudo iria acabar.

Começamos a jantar às 22hs. Pão, chouriço, manteiga, sopinha e…um prato principal, que era igual para todos: arroz (delicioso), saladinha e um bife de carne de porco, (gosto, mas não consigo digerir, passo mal mesmo) e, para minha supresa, ouvi que iriam tentar resolver o meu problema. Fiquei surpresa porque era o menu do dia! Logo após alguns minutos, subiu o cheiro de bolinhos de bacalhau. Comi… tudo perfeito. Comida caseira e boa. Para fechar, um creme de manga.

23:44 – Os músicos chegam e se sentam quase na nossa mesa. Era reservado para eles um espaço pequeno, em um canto bem ao nosso lado.

A guitarra de fado é tão linda, na sua forma abaloada…  Ao lado, a viola portuguesa (em muitas formações vem também o contra-baixo). E os primeiros acordes foram tocados.

Aos poucos, as luzes vão dando lugar às velas e as pessoas se amontoam no balcão. É possível não jantar e ficar em pé, desde que se consuma no mínimo 15€.

A luz da vela projeta a sombra dos músicos na parede. Olho para traz e vejo um lugar cheio de olhos e ouvidos atentos para ver qual vai ser o fado escolhido pelo(a) fadista.

No fado vadio, quem quiser, levanta e canta. Mas não pense que é em ritmo de karaokê. Há um certo respeito, todos conhecem quase todos os fados e ninguém levanta para cantar sem saber o que isso representa alí. Nessa casa, pelo menos, o nível dos cantores é altíssimo.

O fadista levanta, vai aos músicos e escolhe o fado. Eles tocam e ele começa a cantar. Normalmente canta três fados. Todos param de falar e pedem silêncio. Então, a noite realmente começa.

Foram 5 fadistas, um deles com direito a repeteco. Confesso que quando o terceiro cantou, as lágrimas me correram aos olhos. E fiquei na cabeça com uma melodia que gostaria muito de saber de que música é.

Fiquei inebriada pelo clima… e pelo vinho. Para terminar, ao sair da casinha, me deparei com uma garoa, que na luz amarela do candeeiro, criava riscos finos e delicados (que caiam na diagonal). Tive vontade de voltar a pé, na calada da noite, na chuva, mas saindo às 2 e meia da madrugada, provavelmente chegaria em casa junto com a luz do dia.

Era o que eu esperava da minha primeira noite de fado: um “Q” de mágico. E mágico foi!

Um pouco da história do lugar…

A casa da Mariquinhas pertence à fadista Maria João Quadros.

Ela própria cuida de tudo. Da comida, do andamento do jantar… e finaliza a noite cantando alguns fados. Fiquei muito emocionada de ver a senhora que estava cuidando da comida se transformar na fadista de uma hora para outra. Linda, com uma flor negra amarrada ao pescoso, um xale sobre os ombros… Que presença de cena. E com que dignidade fechou a noite.

Uma mulher forte e receptiva, que parece viver de sua arte e pela arte. BRAVO!

Serviço: A Casa da Mariquinhas tem uma página no Facebook. Lá é possível verificar a programação.

Os dias com fado são 5ª e 6ª feira. Para jantar, é necessário fazer reserva pelo telefone (+ 351) 917171236 / 913801620 – Local: Praça da Armada, nº 17 – Alcântara – Lisboa – Portugal

No dia em que eu fui, foi assim:

Em ordem de entrada, foram os seguintes fadistas:  Ricardo Nonagi, Margarida Soteiro, Pedro Moutinho, Rita Sobral, Antonio Vasco Morais e Maria João Quadros. Os músicos: Dinis Lavos (Guitarra Portuguesa), Armando Figueiredo (Viola de Fado).

Alfarrabista em Lisboa


Alfarrabista. É por este nome que você deve buscar em Lisboa, se estiver à procura de um livro antigo, com edição esgotada. Ou mesmo um de segunda mão, por ser mais barato.

Em Lisboa existem muitos alfarrabistas. Na rua Anchieta (Chiado), aos sábados, das 10 às 18 horas, acontece uma feirinha de alfarrabistas (por exemplo). E foi justamente nessa feirinha que obtive a indicação de um alfarrabista que me motivou escrever este post.

Fui à rua Anchieta, no sábado, em busca de um livro de edição esgotada, Os jardins iniciáticos da Quinta da Regaleira. Perguntando sobre esse livro para todos que me apareciam à frente, dois ou três alfarrabistas me falaram convictos que quem era capaz de ter o tal livro seria o Ferreira. E, com informações precisas, cheguei sem muito esforço à “Livraria Antiga do Carmo”, na calçada do Carmo, nº 50. Foi lá que conheci o sr. José Ferreira.

O lugar vale uma visita. Mesmo que você não queria um livro, fatalmente sairá de lá com algum que nem sabia que queria ler. Comigo, pelo menos, foi assim. Saí com dois. O Ferreira é um senhor muito simpático, daqueles que a gente chama de “biblioteca viva”. Não teve um assunto na coversa que ele deixasse passar em branco. Discorreu sobre tudo com naturalidade, mostrando livros para exemplificar.

Quer saber um pouco da história de Portugal? Passe por lá. Mas seria simplista da minha parte afirmar que uma conversa com o sr. Ferreira se limita aos assuntos de história. O conhecimento dele é bem mais amplo.

Eu não achei o livro que procurava, mas saí de lá com um sobre Sintra, e com uma bela edição sobre azulejos portugueses. Quanto ao livro que eu estava procurando? “Seu” Ferreira vai guardar para mim, se por acaso aparecer um exemplar por lá.

Uma opção de passeio agradável para fazer nessa ida à Livraria Antiga do Carmo é subir o Elevador de Santa Justa, passar pelo antigo convento do Carmo (que agora é o Museu de Arqueologia do  Carmo), sair pelo largo do Carmo em direção à Calçada do Carmo e lá, no nº 50, parar para conhecer o sr. Ferreira e aproveitar para ter uma prosa muito da interessante.

Dicas de Bolonha / Bologna


Bolonha foi para mim como uma abraço, um carinho, um aconchego. Estávamos tão

cansados da viagem-maratona, que chegar a Bolonha foi como chegar ao paraiso rsssssss

A parte turística de Bolonha é uma delícia, de dia ou de noite. Se você for no verão, sugiro que caminhe à noite também. Calmo, alegre, tranquilo…

Bolonha tem um centro histórico muito charmoso e convidativo para um passeio. A maior parte das calçadas é de pedra (acho que mármore) e coberta com belos pórticos, que percorrem cerca de 40 kms pela cidade. Assim, caminhamos abrigados de chuva e sol, sob uma arquitetura de extremo bom gosto.

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Londres é uma cidade cara? Dicas de Londres / London


Muita gente diz que Londres é cara… Mas…

Londres foi o lugar onde eu comi melhor pagando menos.

Londres é a cidade dos museus de graça!

Londres é a cidade das compras em feiras…
Das camisetas descoladas…
Dos sapatos bacanas…
Das roupinhas quase de graça, em lojas como a Primark.

Londres é o segundo destino mais visitado no mundo, perdendo somente para Paris.

Ficamos 5 dias em Londres e ainda tinha muito o que fazer.

Londres, para mim, em preferência, perde só para Berlim.

Viajamos para Londres de Esasy Jet. Compramos passagem em julho e viajamos em outubro. É assim que se descola boas promoções.

Um detalhe, que tem que ficar claro, é que existem duas Londres: a do verão e a do resto do ano…Para contiunar lendo dicas sobre Londres clique aqui ou vá até a barra de menu acima e clique em Inglaterra / Londres.